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25/07/25 |   Transferência de Tecnologia

Dia de Campo apresentou forrageiras de inverno

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Foto: Joseani Antunes

Joseani Antunes - Informações sobre o manejo das espécies forrageiras na estação da Embrapa

Informações sobre o manejo das espécies forrageiras na estação da Embrapa

Boa Vista do Cadeado, RS, foi sede do Dia de Campo de Cereais de Inverno, no dia 23/07, que reuniu técnicos e produtores de 10 municípios da região noroeste. O evento teve como objetivo fortalecer a produção agropecuária regional e apresentar políticas públicas de apoio ao produtor. Boa Vista do Cadeado está entre os jovens municípios emancipados no final da década de 1990 no noroeste do Rio Grande do Sul, mas já ocupa o 7º lugar no estado com o maior PIB per capita. Com cerca de 2.500 habitantes, 80% ainda mora no campo, onde a agropecuária é a principal atividade econômica.

Contudo, a prosperidade do município está ameaçada pela falta de sucessão familiar no meio rural. “Estamos vendo os jovens ir embora do município, sem perspectiva de crescer no meio rural. Há 20 anos, o município contava com 200 produtores de leite cadastrados, hoje são apenas 38. Precisamos desenvolver o setor agropecuário para assegurar uma boa renda que torne a atividade mais atrativa aos jovens e sustentável ao município”, explicou o prefeito João Paulo dos Santos.

Para facilitar o investimento do produtor, o executivo municipal lançou um programa de incentivo, subsidiando os juros nos empréstimos para modernização das propriedades. Por outro lado, o Governo do Estado facilitou o acesso a sementes de qualidade para aumentar a oferta de forragens. De acordo com o engenheiro agrônomo Jonas Wesz, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do RS, o Programa de Sementes e Mudas Forrageiras conta com um portfólio de 75 cultivares de espécies forrageiras, anuais e perenes, de inverno e verão, a serem utilizadas na formação de pastagens, produção de silagem, feno ou pré-secado, para destinação à alimentação dos rebanhos de leite e corte.

O acesso do produtor ao programa é através de associações e sindicatos. Nesta edição, estão cadastradas no programa 145 entidades, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boa Vista do Cadeado. “Começamos com o troca-troca do milho e agora deveremos começar com a distribuição de sementes forrageiras de inverno. Precisamos apresentar alternativas para que o produtor fique na agropecuária”, afirma o presidente da entidade, Luiz Fracaro.

A entrega das sementes no programa é acompanhada da orientação técnica. “A equipe do programa está viajando nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul para fazer uma entrega qualificada das sementes e, especialmente, transferência de conhecimentos para explorar a máxima eficiência das forragens. Através de dias de campo, são apresentadas as cultivares acompanhadas de palestras técnicas que apresentam detalhes sobre a implantação e o manejo de cada cultivar, conforme as características daquele ambiente”, conta o engenheiro agrônomo Cristiano Tomasi, da Embrapa Trigo. Somente no primeiro semestre de 2025, foram 20 dias de campo para apresentar as forrageiras de inverno.

De acordo com o médico veterinário Oldemar Weller, da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí, uma das dificuldades do produtor é em relação ao momento certo de retirar os animais do pasto. “É preciso evitar remover toda a cobertura do solo, sem esquecer a adubação nitrogenada após cada pastejo e avaliar a reposição de potássio. Esse cuidado vai garantir o bom perfilhamento das forragens de inverno e consequente oferta de alimento aos animais”.

O extensionista Tiago Diello, do escritório municipal da Emater/RS em Boa Vista do Cadeado, conta que muitas pastagens sofreram com excesso de chuva e geada neste ano: “Esta troca entre pesquisa, assistência técnica e produtor é fundamental. A experiência no campo, mesmo que com perdas, serviu de aprendizado para saber onde erramos e evitar o problema no futuro, ajustando o manejo para cada tipo de forragem”.

Um dos palestrantes do evento foi Jorge Lemaiski, chefe-geral da Embrapa Trigo, que destacou a importância da cobertura do solo com os cultivos do inverno e as estratégias de manejo conservacionista para assegurar a produtividade agropecuária no longo prazo: “Vemos a produtividade dos grãos decrescente, bem como a oferta de forragens cada vez mais escassa a cada estiagem ou excesso de chuvas. Para maior segurança no sistema produtivo, é preciso investir na qualidade do solo, com grande volume de raízes e cobertura nos 365 dias do ano”.

Também participaram do dia de campo a Sementes Relva e a Cotripal.

 

Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS)
Embrapa Trigo

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