13/06/25 |   Comunicação

Estudantes de Pirenópolis visitam o Banco Genético e o Caminho Sustentável

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Foto: Cláudio Bezerra

Cláudio Bezerra -

Alunos das escolas municipais Luciano Peixoto e Dom Emmanuel, de Pirenópolis (GO), vivenciaram, em 30 de maio, um mergulho na ciência, durante passeio à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A visita, acertada durante o VIII Congresso Brasileiro de Recursos Genéticos (CBRG), realizado em novembro do ano passado, na cidade goiana, marcou a inauguração do Caminho Sustentável na Unidade.

A primeira parada dos estudantes foi no Banco Genético, onde o pesquisador Alexandre Floriani destacou a importância do trabalho realizado no local. "Cuidamos de plantas, animais e micróbios que podem desaparecer. Se não os preservarmos, quando precisarmos, não estarão mais lá." O banco armazena 123 mil amostras de sementes, incluindo variedades raras, como um feijão capixaba com desenhos naturais de pombas.

O analista Cássio Curi explicou como funciona o "condomínio gelado" da Embrapa, onde sementes são armazenadas a -20° C. “A primeira etapa é a identificação, onde cada semente recebe um código registrado, com dados como origem e espécie”, disse.

Ele falou aos estudantes sobre como as amostras passam por fumigação (para eliminar insetos) e testes de germinação e depois são secas e armazenadas em embalagens à prova de umidade, em temperatura comparável à do Polo Norte. "Temos sementes aqui desde 2005, como um algodão de Sete Lagoas (MG). De tempos em tempos, verificamos se ainda podem germinar", comentou Curi.

Além de plantas, o banco preserva microrganismos e material genético animal, como espermatozoides e óvulos congelados em nitrogênio líquido (-196°C). "Se um animal entrar em extinção, podemos recuperá-lo. Dinossauros sumiram porque ninguém guardou suas 'sementes'!", brincou Floriani.

Para o futuro, Curi destacou a necessidade de novos cientistas. "Não podemos ficar congelados como as sementes. Precisamos de jovens para continuar esse trabalho", concluiu.

 
Caminho Sustentável

O passeio pelo Caminho Sustentável começou pelo Memorial da Unidade, onde o pesquisador Francisco Schmidt mostrou aos estudantes a linha do tempo com marcos da pesquisa agropecuária, desde 1974, quando o centro foi criado, e equipamentos históricos, como o kit levado pelo astronauta Marcos Pontes ao espaço e microscópios antigos.

Já na choupana do Caminho Sustentável, Schmidt apresentou uma coleção de insetos. "Alguns besouros aqui são pragas que derrubam árvores, enquanto outros são predadores naturais usados no controle biológico", explicou ele, apresentando espécimes como vespas e joaninhas preservadas em naftalina para evitar degradação. Segundo o pesquisador, essa preservação meticulosa permite identificar espécies até por detalhes mínimos, como a posição de um "pelinho na antena", essencial para pesquisas que buscam reduzir o uso de agrotóxicos.

Veja o vídeo:

 

No Jardim Sensorial, os alunos puderam tocar e cheirar plantas que curam e perfumam, com a supervisão da pesquisadora Maria Elvira de Rezende. Eles manipularam ervas como alfazema, hortelã e funcho, aprendendo sobre óleos essenciais usados em perfumes e chás. "Muitas plantas guardadas aqui viram remédios ou aromas", lembrou Elvira, reforçando a conexão entre biodiversidade e vida cotidiana.

Veja o vídeo:

 

O passeio terminou no Meliponário, onde são criadas abelhas nativas sem ferrão (como a uruçu-amarela). "Elas não picam, mas podem mordiscar ou grudar resina no cabelo se se sentirem ameaçadas", detalhou a pesquisadora Débora Pires, enquanto os alunos observavam os insetos atraídos por roupas escuras. A atividade destacou o papel dessas espécies na polinização e a diferença para as abelhas africanizadas, mais agressivas.

Veja o vídeo:

 

 

 

Eduardo Pinho (MTb/GO - 1073)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

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