Embrapa Pecuária Sudeste
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Ciência para sustentabilidade é destaque nos 50 anos da Embrapa Pecuária Sudeste
O desafio atual é produzir conhecimento para uma pecuária eficiente, segura e sustentável, disse o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, durante a celebração dos 50 anos do centro de pesquisa.
O evento técnico “O futuro da pecuária sustentável” reuniu autoridades locais, parceiros e empregados no dia 27 de agosto, na Fazenda Canchim, em São Carlos, para comemorar o cinquentenário da Empresa. A importância da Ciência para a sustentabilidade, à soberania alimentar e à adaptação e resiliência climática esteve presente nas falas dos participantes.
De acordo com o chefe-geral, a missão da Embrapa Pecuária Sudeste quando foi criada era melhorar a produtividade, desenvolver raças adaptadas e levar inovação ao campo. Foi assim que começou a jornada da intensificação sustentável. Segundo ele, hoje a sociedade é muito mais consciente sobre o que ela quer consumir. “Os vegetais não podem conter resíduos de agroquímicos. A carne, o leite, o queijo devem ser produzidos com bem-estar animal e, tudo isso, é claro, sem desmatar uma única árvore. Com essas novas demandas, a Embrapa Pecuária Sudeste segue comprometida com a inovação que respeita o meio ambiente, promove o bem-estar animal e fortalece a segurança alimentar. A nossa história é marcada pela qualidade da ciência que fazemos, pela nossa capacidade de antecipar e inovar. Cada conquista foi construída coletivamente pela dedicação dos nossos pesquisadores, analistas, técnicos, assistentes e parceiros ao longo dessas cinco décadas. Ninguém faz nada sozinho", enfatizou Berndt.
A palestra de abertura foi com o coordenador do Insper Global Agribusiness Center, Marcos Jank, que focou nas tendências globais e na geopolítica do agronegócio. Ele apresentou um pouco sobre a nova ordem mundial e seus impactos na economia, no agro e no setor de carne bovina. Segundo Jank, o agronegócio brasileiro hoje não está voltado para a América ou para a Europa como esteve no passado. Atualmente, está mais direcionado para a Ásia.
Além disso, Jank destacou que com a integração lavoura-pecuária, com a segunda safra, com as novas variedades que permitem a produção de grandes safras no Centro-Oeste, e, todo o trabalho que tem sido feito para combinar sustentabilidade com competitividade, o Brasil é um grande exportador mundial e com potencial para crescer ainda mais. “Nós temos um potencial enorme que é a integração lavoura-pecuária e a integração lavoura-pecuária-floresta, com fibras, energia e carbono. Quer dizer, a gente pode fazer um grande rearranjo da paisagem rural através de sistemas integrados de alimentos, bioenergia, pecuária e agricultura. Então, isso é o nosso grande ativo", ressaltou.
O pesquisador Ladislau Martin Neto, da Embrapa Instrumentação, apresentou um panorama da evolução das pesquisas em mudanças climáticas na Embrapa, que já em meados da década de 1990 iniciou os primeiros trabalhos relacionados ao tema. Na época, segundo Martin, o assunto causava estranheza à sociedade. No entanto, a Embrapa continuou a atuação na área e hoje muitas Unidades são protagonistas em estudos para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Os participantes do evento dos 50 anos também conheceram pesquisas de ponta que são realizadas na Embrapa Pecuária Sudeste. A pesquisadora Luciana Regitano apresentou estudos com hologenômica para seleção de animais com composição de microbiota favorável à produção sustentável. Também, a pesquisadora Patrícia Santos mostrou a participação do centro de pesquisa na elaboração de políticas públicas nacionais para recuperação de pastagens degradadas. O projeto de agricultura espacial, que busca alcançar plantas mais resistentes e adaptadas às condições ambientais extremas, foi destacado pela pesquisadora Alessandra Fávero, coordenadora da Rede Space Farming Brazil.
O evento terminou com uma homenagem ao pesquisador Maurício Mello de Alencar, reconhecendo sua contribuição técnica e humana à Embrapa Pecuária Sudeste. Ele trabalha na área de melhoramento animal, principalmente com seleção e cruzamentos em bovinos de corte e ovinos. É o pesquisador ativo mais antigo da Embrapa Pecuária Sudeste. A relevância de seu trabalho está evidenciado, por exemplo, na sua aparição, desde 2022, no ranking dos melhores da Research.com, uma lista confiável dos principais acadêmicos da área de Ciência Animal e Veterinária, estabelecida por meio de uma análise detalhada de 166.880 pesquisadores descobertos a partir de várias fontes de dados bibliométricos.
Gisele Rosso (MTE 3091/PR)
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