26/08/25 |   Agricultura familiar  Transferência de Tecnologia

Mato Grosso do Sul avança rumo à Lei de ATER com apoio da Embrapa Agropecuária Oeste e participação indígena

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Foto: Sílvia Zoche Borges/Embrapa

Sílvia Zoche Borges/Embrapa - Autoridades representando instituições na abertura do 5º Encontro da 1ª Conferência da ATER de MS

Autoridades representando instituições na abertura do 5º Encontro da 1ª Conferência da ATER de MS

Processo participativo busca levantar propostas que visam garantir e qualificar, por meio de lei, esse importante fator para consolidação e desenvolvimento da agricultura familiar sul-mato-grossense

O 5º encontro da 1ª Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) de Mato Grosso do Sul foi realizado na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, no dia 19 de agosto de 2025. A iniciativa é do governo do estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com diversas instituições públicas e privadas.

A Conferência, que já passou por Itaquiraí, Ponta Porã, Três Lagoas e São Gabriel do Oeste, ainda terá três encontros — em Sidrolândia, Campo Grande e Miranda, entre agosto e setembro. Com o lema “+ATER + Vida no Campo”, o processo participativo tem como meta elaborar um documento que servirá de base para o Governo propor para a Assembleia Legislativa (ALEMS) a criação da Lei de ATER.

Em Dourados, a temática da Conferência, focou nas comunidades originárias. A atividade reuniu técnicos, pesquisadores, gestores e representantes indígenas, com foco na agricultura familiar nos Territórios Indígenas. A Embrapa Agropecuária Oeste participou deste evento e de outras, com uma equipe técnica, composta pelos pelos pesquisadores Laurindo André Rodrigues, Milton Parron Padovan e Ivo de Sá Motta, e do analista Leandro Lima de Oliveira, supervisor do Núcleo de Desenvolvimento Institucional (NDI).

Segundo Edilson Sarate, coordenador da Agricultura Familiar da Secretaria de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais (Seaf/Semadesc), responsável pela organização dos encontros, Mato Grosso do Sul tem uma população indígena estimada em mais de 116 mil pessoas, sendo a terceira população do país. “Esse trabalho vai gerar inclusão econômico-produtiva e social”, destacou.

Encontro em Dourados

O evento contou com a presença de representantes de diferentes territórios indígenas de diversos municípios, entre eles Japorã, Paranhos, Miranda, Aquidauana, Caarapó, Laguna Carapã, Douradina e Dourados e de diferentes etnias (Guarani Caiuá, Guarani Nhandewa, Terena, Kinikinau e Kadiweu).

Na abertura, participaram Humberto de Mello Pereira, secretário-executivo da Seaf/Semadesc; Auro Akio Otsubo, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste; Atílio Piolli, coordenador regional da Agraer em , Dourados; pela Prefeitura de Dourados, Sandra Rossati, coordenadora especial dos Assuntos Indígenas; Luiz Carlos Calado coordenador-geral de Direitos Humanos e Cidadania; e Luis Renato Cavalheiro, representando o secretário municipal de Agricultura Familiar (Semaf), Bruno Pontim; Rodrigo Nishioka, representando o deputado estadual Renato Câmara; e Elvis Polidoro, representante da Funai.

Como prática espiritual e cultural dos povos originários, o evento recebeu uma bênção conduzida pela Nhandeci (Nossa Mãe na língua indígena) Alda, rezadora indígena da Reserva Indígena de Dourados (RID).

À tarde, os participantes se dividiram em grupos para debater os temas do documento-base da Conferência, estruturado em três eixos: Sistema de ATER, Políticas Públicas de ATER e Conhecimento e Capacitação em ATER.

O chefe de TT, Auro Akio Otsubo, enalteceu o evento realizado pela Seaf/Semadesc.  “É um fórum onde a comunidade pôde manifestar seus anseios e suas peculiaridades, através dos seus olhares e por conseguinte, pleitear uma abordagem de ATER condizente e consagrada em Lei, afirmou.

Já Humberto Pereira ressaltou a relevância do processo: “Trata-se de um momento importante para refletirmos sobre conquistas, identificarmos desafios e apontarmos propostas que tornem a ATER mais inclusiva, eficiente e alinhada ao contexto do nosso estado. A Conferência também é um espaço para que os povos originários levem seus anseios sobre a produção agrícola de suas comunidades. A assistência técnica e extensão rural é o caminho para que as políticas públicas cheguem até os agricultores. Se tivermos uma ATER forte, as outras ações acontecem”.

Sílvia Zoche Borges (DRT-MG 08223)
Embrapa Agropecuária Oeste

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