Embrapa leva inovação e sustentabilidade à Expoacre 2025, com foco na COP30
Embrapa leva inovação e sustentabilidade à Expoacre 2025, com foco na COP30
A 50ª edição da Expoacre, principal feira de negócios voltada à agricultura e produção rural do estado, será realizada de 26 de julho a 3 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco (AC). A Embrapa participa do evento com uma série de tecnologias inovadoras e sustentáveis, entre elas o uso de inteligência artificial para mapeamento florestal, os cafés Robustas Amazônicos, o Sistema Guaxupé de produção pecuária intensiva e iniciativas para valorização da cadeia produtiva da mandioca e da castanha-da-amazônia (ou castanha-do-pará, castanha-do-brasil).
Segundo Bruno Pena, chefe-geral da Embrapa Acre, a participação da Unidade este ano reforça o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade, por meio de soluções voltadas à adaptação das cadeias produtivas amazônicas às mudanças climáticas. A atuação está em sintonia com a programação da Embrapa nacional para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), em 2025. “Vamos levar ao público um pouco do que o Acre apresentará no cenário internacional, mostrando soluções tecnológicas com impacto ambiental positivo e valorização dos produtos da nossa terra”, afirma.
Durante a Expoacre, pesquisadores da Embrapa também participarão de painéis técnicos coordenados pela Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri). Além disso, uma equipe técnica da Embrapa estará disponível diariamente para atender o público, esclarecer dúvidas e apresentar resultados de pesquisas estratégicas para a economia regional.
A programação conta ainda com ações de degustação de produtos regionais, conectando ciência, sabor e valorização da biodiversidade amazônica.
Inteligência Artificial
O destaque do estande este ano é o Netflora, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela Embrapa Acre para o mapeamento de espécies florestais. A tecnologia utiliza algoritmos treinados com base em características botânicas, armazenadas em um banco de dados, para identificar espécies de interesse comercial e indicar sua localização exata na floresta.
A ferramenta, que já mapeou mais de 90 mil hectares de floresta, integra o Projeto Geoflora, financiado pelo Fundo JBS pela Amazônia, e representa um avanço no uso de geotecnologias aplicadas à conservação e gestão sustentável das florestas brasileiras.
Para os interessados em utilizar a tecnologia, a Embrapa disponibilizou o curso on-line, na plataforma e-Campo da Embrapa, Detecção de espécies florestais com o uso do Netflora, para acessar clique aqui.
Farofas com identidade regional
Na noite de terça-feira (28/07), os visitantes poderão degustar farofas temperadas com gengibre e pimenta. Os produtos são fruto do projeto Agregação de Valor à Farinha de Mandioca de Cruzeiro do Sul, desenvolvido desde 2022 em parceria com a cooperativa Juruá Alimentos.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre, Joana Maria Leite, coordenadora do projeto, a farinha temperada é uma alternativa para diversificar a renda dos produtores da região do Juruá.
“Esse produto eleva o valor nutricional da farinha de mandioca a partir do uso de misturas alimentícias de qualidade, garante eficiência ao processo produtivo, atende os critérios de qualidade na elaboração do produto, garante segurança alimentar para o consumidor e agrega maior valor ao produto”, explica.
A farinha temperada de mandioca está em processo de validação e traz em sua formulação especiarias com reconhecidos benefícios à saúde, como a pimenta e o gengibre.
Sistema Guaxupé: mais carne, menos impacto
Na noite de quarta-feira (30/07), o público vai conhecer o sabor da carne produzida com base no Sistema Guaxupé. Modelo de produção pecuária intensiva que alia diversificação de forrageiras, controle proativo de plantas daninhas e consórcio com leguminosas, como o amendoim-forrageiro.
De acordo com Carlos Maurício Andrade, pesquisador da Embrapa Acre, o Sistema Guaxupé permite que as fazendas tenham uma produção 50% superior à registrada em “fazendas típicas do Acre”. “Quem adota o sistema trabalha com 12 arrobas por hectare, enquanto a fazenda típica trabalha com 8 arrobas por hectare”, complementa.
Ainda com foco na pecuária, o público poderá participar da palestra “Desafios para pecuária na Amazônia”, que será ministrada pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Moacyr Bernardino Dias Filho, no dia 29 de julho, às 14h50, no espaço de workshops da feira, em evento realizado pela Seagri.
Robustas Amazônicos: o café que vem da floresta
Na quinta-feira (31/07), o público poderá experimentar o sabor dos cafés Robustas Amazônicos, cultivados por agricultores familiares do Acre. São cafés clonais, híbridos de Conilon e Robusta, que vêm conquistando mercados no Brasil e no exterior.
A Embrapa lançou dez cultivares com alto potencial produtivo, variando entre 100 e 120 sacas por hectare. O café é hoje uma cultura estratégica no estado, com viabilidade econômica comprovada e grande capacidade de geração de empregos e renda no campo.
Para fortalecer o papel da mulher na cafeicultura acreana, a Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária do estado (Seagri) realiza o Primeiro Encontro de cafeicultoras do Acre “Elas cultivam café, elas movem o Acre”, que será realizado no espaço de workshops da feira, no dia 31 de julho, às 13 horas. A jornalista da Embrapa Acre Priscila Viudes participa como mediadora do evento.
Sexta-feira da sociobiodiversidade
A programação de sexta-feira (01/08) será dedicada à sociobiodiversidade. Pela manhã, a pesquisadora da Embrapa Acre, Cleísa Brasil, participa do painel temático da Seagri sobre Sociobiodiversidade com a palestra: Inovação e tecnologia para a cadeia produtiva da castanha-do-brasil. Na ocasião, a pesquisadora também lança dois vídeos educativos “Boas práticas de produção da castanha-da-amazônia” com dicas sobre as etapas essenciais para garantir a qualidade do produto, com foco na saúde dos consumidores e na melhoria de renda dos coletores.
Já o audiovisual Projeto Rio Madeira: a floresta é nossa maior riqueza traz o depoimento de Paulo Lima da Costa, coletor de castanha desde a infância. Ele compartilha sua relação com a floresta, o orgulho pela atividade extrativista e a importância da conservação como herança para as futuras gerações. A história de Paulo representa tantas outras, vividas por famílias inteiras que há décadas vivem da castanha e da floresta.
À noite, será realizada uma degustação de produtos à base de castanha-da-amazônia, destacando o potencial de bioeconomia da floresta para novos mercados e cadeias sustentáveis.
Realidade Virtual
O público visitante também poderá conhecer as diversas etapas do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), por meio de um programa de realidade virtual e aumentada. A tecnologia agropecuária simula um sistema de iLPF e permite que o usuário vivencie, de forma interativa, as diferentes etapas da produção integrada.
Com ajuda de óculos especiais, os visitantes passarão por quinze estações que possibilitam observar o processo de transformação de uma área degradada em um ambiente produtivo e sustentável. Além disso, é possível conhecer os benefícios do sistema iLPF como o aprofundamento de raízes, descompactação do solo, ciclagem de nutrientes, conforto térmico e mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Todo o percurso é acompanhado por um áudio explicativo, em português ou inglês.
A tecnologia virtual é uma adaptação do aplicativo “Maquete virtual de iLPF em realidade aumentada”, lançado em 2017 pela Rede iLPF, organismo que reúne instituições de pesquisa das diferentes regiões, incluindo a Embrapa.
Realização
A ExpoAcre é uma realização do Governo do Estado do Acre por meio da Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária (Seagri), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Prefeitura Municipal de Rio Branco.
Mauricilia Silva (MTb 429/AC)
Embrapa Acre
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