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22/08/25 |

Embrapa participa da elaboração e entrega da carta da comunidade científica da Amazônia ao presidente da COP 30

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Foto: Cláudio Kbene / PR

Cláudio Kbene / PR - Representantes de instituições na entrega da carta da comunidade científica ao presidente da COP 30 no Brasil

Representantes de instituições na entrega da carta da comunidade científica ao presidente da COP 30 no Brasil

A mensagem de que a Amazônia tem propostas e contribuições com base científica para enfrentamento da crise climática e para os desafios socioambientais, e que isso precisa ser valorizado por meio de ações concretas a serem pactuadas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 ( COP30)  foi amplamente reforçada no encerramento do Encontro da Comunidade Científica da Amazônia, no dia 20 de agosto em Manaus, no qual estiveram representadas mais de 70 instituições de ciência e tecnologia com atuação na Amazônia.

“É um momento extremamente importante, onde selamos o nosso compromisso com a agenda de ação; e a mensagem final é que a COP já começou e que a gente quer deixar um legado não só para a Amazônia,  como para o Brasil, construído dentro de uma grande rede de cooperação nacional e internacional, e , no caso da Amazônia, com protagonismo das populações locais e das instituições de ciência e tecnologia que aqui estão”, destacou a  diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler, presente no Encontro. A diretora destacou a contribuição da Embrapa nessa rede das instituições de ciência e tecnologia. “É um momento importante de posicionamento, onde a Embrapa vem apresentando as suas principais linhas de pesquisa na área de bioeconomia, de manejo florestal, de restauração, de inclusão sociopolítica e digital e toda uma agenda de transição ecológica para a descarbonização da nossa agricultura”, comentou.

As informações compõem o documento com diretrizes e propostas da comunidade científica da região, voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas e à valorização dos saberes amazônicos, a serem considerados na implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira no período de 2025 a 2035.

O secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Secretaria de Relações Institucionais  (CDESS/SRI)  da Presidência da República, Olavo Noleto, que integrou a coordenação dos trabalhos, disse que a versão final do documento tem mais de 400 páginas, resultado de dois meses de debates com a participação de centenas de pesquisadores de universidades e instituições de ciência e tecnologia, e é uma demonstração de que “é possível construir juntos de maneira cooperativa, na pluralidade, para além da divergência, grandes caminhos para o tema da mudança climática”. Essa iniciativa busca fortalecer a Agenda de Ação da COP-30, que orientará as negociações da Conferência do Clima da ONU.

No documento as instituições defendem a importância e valorização da ciência produzida na região e chamam atenção que o financiamento para as iniciativas de pesquisa em ciência e tecnologia na região ainda é insuficiente e precisa ser ampliado. "Hoje, a comunidade científica se reúne para afirmar que a Amazônia fala pela sua própria voz", disse a reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tanara Lauschner, ao apresentar a carta intitulada “A ciência e os saberes da Amazônia no mutirão do clima", que resume os principais pontos defendidos pela comunidade científica, e que foi entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP-30 no Brasil, e à enviada especial (Mulheres) do Brasil à COP 30, primeira-dama Rosângela Lula da Silva, Janja, no encerramento do Encontro da Comunidade Científica da Amazônia. 
Em sua fala, Janja contou que visitou comunidades no entorno de Manaus e ouviu relatos sobre experiências das mulheres com agricultura, turismo sustentável e outros projetos, e também ouviu relatos de como as comunidades já vem sendo afetadas pelas mudanças climáticas, citando como exemplo comunidades ribeirinhas do Amazonas que ficaram sem água potável durante a estiagem dos rios no ano passado. Ressaltou a importância de que os esforços científicos valorizem as populações tradicionais e que é necessário desenvolver programas, pesquisas científicas, que promovam dignidade para os povos da floresta. "A academia precisa encontrar junto às comunidades soluções para os desafios climáticos que temos enfrentado, pensando nas pessoas", disse.

A solenidade, realizada na Ufam, contou com outros enviados especiais da COP-30, entre eles o enviado especial do setor privado na Amazônia para a COP 30, economista Denis Minev, que destacou em seu pronunciamento, a importância da ciência e a responsabilidade do setor privado em aproveitar esse conhecimento para gerar riquezas com potencial de sustentabilidade. Citou a importância de empresários se engajarem em atividades como agricultura regenerativa, restauração florestal e outras, que sejam geradoras de riqueza, de empregos e de oportunidades para a população da região com novos empreendimentos. “Nós precisamos ser protagonistas da reinvenção da economia da Amazônia”, disse.

O reitor da Universidade Federal do Pará, Gilmar Pereira, destacou, em seu pronunciamento, que a COP 30 representa a oportunidade única de posicionar a Amazônia como solução e não apenas como cenário da crise climática mundial. “Precisamos garantir que nossos saberes e perspectivas sejam reconhecidas nos  acordos climáticos globais. As vozes da Amazônia devem ecoar com força na conferência exigindo políticas concretas para a adaptação climática, justiça ambiental e valorização dos modos de vida da Amazônia”, disse, destacando que “a Amazônia não pode ser vista apenas como um território de conservação, mas sim reconhecida como um território de inovação e construção de soluções para os desafios socioambientais no século XXI”.

Participaram também diversos representantes de universidades federais e estaduais, organizações da sociedade civil, integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, a ministra de Ciência e Tecnologia Luciana Santos, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Márcio Macêdo, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, entre outras autoridades.

Esse trabalho do Mutirão da Ciência na Amazônia, teve o envolvimento de instituições como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes-Norte); o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF-Norte); a Embrapa ; a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS); o Instituto Evandro Chagas (IEC/MS); o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG); Rede de Universidades Estaduais da Amazônia Legal (ABRUEM).

 

Acesse a íntegra da carta aqui.

Síglia Souza (Mtb 66/AM)
Embrapa Amazônia Ocidental

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