Embrapa Amapá
1º Workshop técnico-científico sobre vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá
Foto: Ricardo Santos Costa
Equipes das instituições participantes do workshop no laboratório da Universidade do Estado do Amapá, em Macapá.
Nos dias 7 e 8 de julho, foi realizado no Amapá o 1º Workshop técnico-científico sobre vassoura-de-bruxa da mandioca, como parte da cooperação Brasil-Alemanha, com o objetivo de buscar genótipos que possam ser utilizados no melhoramento genético para obter variedades resistentes ao fungo Rhizoctonia theobromae.
Equipes da Embrapa Amapá, da Embrapa Mandioca Fruticultura (Cruz das Almas/Bahia), da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e do Leibniz Institut DSMZ, da Alemanha, coletaram plantas de mandioca no campo da Embrapa na Colônia Agrícola do Matapi, município de Porto Grande, e no Assentamento Piquiá, município de Amapá. Nestes locais, trocaram experiencias sobre avaliação in loco de sintomas da vassoura-de-bruxa da mandioca, padronização dos procedimentos de coleta de amostras, discussão e uniformização da escala de severidade, e catalogação e acondicionamento inicial das amostras.
O pesquisador fitopatologista Saulo Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, destacou que o workshop oportunizou a troca de experiências e conhecimentos entre as equipes “no sentido de isolar o fungo causador da vassoura-de-bruxa da mandioca, ou seja, ter o fungo crescendo em cultura e fazer os testes para chegar à resistência genética, que é o que a gente quer entregar ao produtor, uma variedade resistente ao fungo”. O desafio dos cientistas envolve também testes para obter produto de controle biológico para reduzir os impactos da doença vassoura-de-bruxa da mandioca no campo.
O pesquisador fitopatologista Stephan Winter, do DSMZ, ressaltou que as pesquisas realizadas no âmbito da vassoura-de-bruxa da mandioca “são extremamente complexas e o fungo tem potencial grande de perdas (de roças de mandioca) no Brasil, então estamos aqui para ajudar no desenvolvimento de ferramentas que permitam a indexação e o controle da doença”. Ele explicou que o primeiro passo é conhecer o patógeno, como também estabelecer relações com as legislações para impedir a dispersão de material infectado para áreas onde ainda não há registros da doença.
A vassoura-de-bruxa da mandioca, causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae) foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2024, em plantações de mandioca nas terras indígenas do Oiapoque, município do norte do Amapá, localizado na fronteira com a Guiana Francesa. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou oficialmente esse primeiro foco com laudo molecular. Desde então, o fungo já foi detectado em 6 dos 16 municípios do Amapá e em território indígena no município de Almeirim, no estado do Pará. A presença do fungo representa risco de significativa redução na produtividade das plantas de mandioca afetadas. Até o momento, este fungo não foi detectado em outros hospedeiros no Brasil.
Pela Embrapa Amapá participaram do workshop a equipe de pesquisadores Cristiane Ramos, Gilberto Yokomizo, Jurema Dias, Antonio Claudio Almeida e Ricardo Adaime, os analistas Adriana Bariani e Jackson Araujo, e o assistente Raimundo Nonato Teixeira Moura; pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, o pesquisador Saulo Alves Santos de Oliveira, o analista Hermínio Rocha; pelo DSMZ os pesquisadores Stephan Winter e Samar Sheat; pela Embrapa Amapá; e pala Ueap a professora e pesquisadora Alana Soares, do curso Engenharia Agronômica do campus Território dos Lagos, localizado no município de Amapá.
Saiba mais sobre a atuação da Embrapa para enfrentar a vassoura-de-bruxa da mandioca
Dulcivânia Freitas (DRT-PB 1.063/96)
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