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Embrapa marca presença no Festival Atsá
Povos indígenas de diversas etnias, representantes de instituições parceiras, lideranças locais e turistas de diferentes regiões se reuniram no Festival Atsá para celebrar a ancestralidade, a conexão dos povos tradicionais com a floresta e construir caminhos para um futuro sustentável. A programação foi realizada na Terra Indígena Poyanawa, em Mâncio Lima (AC), entre os dias 18 e 23 de julho de 2025.
O pesquisador Eufran Amaral, da Embrapa Acre, diz que participar do Atsá é uma forma de reconhecimento da cultura desse povo e fortalecimento das parcerias institucionais. “É uma oportunidade de encontros com parceiros e instituições que desenvolvem ações na terra indígena. Nas rodas de conversa, avaliamos projetos em andamento, identificamos novas demandas e lançamos desafios futuros, tudo em diálogo direto com a comunidade”, acrescenta.
Protagonismo feminino
Para Nilza Sibi Puyanawa, uma das cozinheiras que atua nas barracas do Festival da Macaxeira, o evento representa muito mais do que uma celebração gastronômica.
"O Festival Atsá Puyanawa para nós é um momento de afirmação cultural, fortalecimento das mulheres e valorização das tradições do povo Poyanawa. Aqui representamos nossa forma de viver, com a nossa macaxeira, a atsá na língua do povo Poyanawa, e pratos típicos. Cada visitante que chega, é uma oportunidade de mostrar quem somos", conta.
Entre os pratos que estão no menu no festival, o kawá, alimento tradicional feito à base de macaxeira, é o carro-chefe. "O kawá é o prato principal. Ele nos fortalece como mulheres, como cozinheiras e como povo. Somos gratas por poder compartilhar essa culinária com quem nos visita", diz.
Além da culinária, Nilza enfatiza que o festival contribui para divulgar a cultura Puyanawa. "É uma mostra para toda a sociedade de Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e de outras regiões e até países, da força da nossa cultura, que está crescendo e se fortalecendo. Queremos estar cada vez mais estruturadas para atender bem, seja na comida, na pintura ou no artesanato."
Parceria de 10 anos
As principais ações da Embrapa com o povo Poyanawa têm foco na produção agrícola, com ênfase na cadeia da farinha. “Trabalhamos com esse povo há mais de 10 anos, com ações diretas voltadas ao fortalecimento da produção, valorização cultural e à promoção da segurança e soberania alimentar. Nos últimos cinco anos, por exemplo, auxiliamos na integração de uma gleba federal de 5.500 hectares à Terra Indígena Puyanawa, o que representou um aumento de 32% no território tradicional”, destaca.
Segundo Amaral, o processo contou com a atuação conjunta da Embrapa e da Associação do Povo Poyanawa, em articulação com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Brasília. “Estamos agora finalizando essa conquista histórica para o povo Poyanawa”, afirma.
Outras iniciativas, estão voltadas para a melhoria da base produtiva, a recuperação de áreas degradadas e o aprimoramento das estruturas de produção. “Atualmente, estamos implantando, em parceria com a comunidade, duas casas de farinha mecanizadas, uma em cada aldeia, seguindo recomendações técnicas da Embrapa”, informa Amaral. A equipe da Embrapa também apoia na revisão do Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Poyanawa e na elaboração do primeiro Plano de enfrentamento às mudanças climáticas em território indígena, iniciativa pioneira desenvolvida em parceria com o povo Poyanawa", complementa Amaral.
Mauricilia Silva (MTb 429/AC)
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Priscila Viudes (MTb 030/MS)
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